sábado, 1 de dezembro de 2012

O encontro



Escritor Raimundo Carneiro Corrêa em São Luís *
 Por Francisco Brito


Vista aérea da pequena Esperantinópolis, cravada por entre as serras.
O escritor Raimundo Carneiro Corrêa, acompanhado de sua esposa a teatróloga, Maria das Graças, esteve em São Luís na última semana para tratar de assuntos particulares e realizar alguns exames de rotina de saúde. Raimundo Carneiro nasceu na cidade de Esperantinópolis-MA, de onde nunca saiu. Tem 72 anos completados no dia 7 de julho deste ano. É poeta, cronista, romancista.  Autodidata e professor por opção e amor pela arte de ensinar, tem algumas obras publicadas a exemplo: “Apontamentos de Esperantinópolis”, “Abril”, “Noite dos Palmeirais”, “Trincheira do Azul”, “As Vaias da Galera” e a publicar, “Mandinga” que deverá ser editado no sistema virtual e-book.

Discípulo do poeta e sertanista barra-cordense Olímpio Cruz, como ele próprio se denomina, Carneiro é dotado de um veio poético inconfundível. Sabe como poucos conduzir seus poemas longos com sonoridade altíssona, enxertando metáforas e figuras de linguagens, utilizando muitas vezes o enjambement, que são raramente adotadas nas produções dos escritores novos.

É membro fundador da Academia Esperantinopense de Letras-AEL. Tem relevantes serviços prestados na área educacional e cultural de sua terra natal.

Por essas referências Raimundo Carneiro, homem simples e de hábitos comuns, tem larga contribuição literária no cancioneiro da região do Médio Mearim. Morando distante da capital São Luís, este poeta merece a atenção dos seus leitores, e principalmente dos órgãos que compõem a cultura e a literatura maranhense.

Deixo aos leitores para apreciarem estes fragmentos de versos do poeta no livro "Abril" de 2010, editado e custeado pelo próprio autor. 

“... Precipitar-me-ei do penhasco do meu sonho atendendo, cedendo, mordendo a maçã da tentação para o salto voo,/ainda que os anjos dos teus aplausos não me tomem-nas mãos./Mas vou, escrevendo meu corpo letra na página azul do show que pretendo dar./Dar-te! Sou um mamulengo das praças!/Mágico que me escondo tentando o momento do meu beijo de amor na estrela de tua testa,/vida povo, que se encantou pedra da rua palavra negada no segredo medo que nos cala,/alfabetiza o caminho para a tua liberdade.”


*Publicado no Site Grajaú de Fato : www.grajaudefato.com.br
Postado em 03/09/2012 às 08:02

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