CARTA PARA O POETA RCC ESCRITA PELO POETA BARRA-CORDENSE "FRANCISCO BRITO"
Poeta,
Raimundinho Corrêa,

Venho acusar recebimento de tua talentosa epístola esperantinopense-barra-cordense a nós ofertada com os enlevos de boníssimo coração e externar a minha gratidão em particular, mormente ao tempo assinalar que alguns de nossos pares da benfazeja Academia Barra-Cordense de Letras, já tomaram ciência de tua missiva manifestada com os lampejos de bem querença extensiva aos coirmãos da terra de Olímpio Cruz.
Foi-me tão sublime aquela quarta-feira “boca de noite”, mesmo depois de despir-me de um dia estafante da faina e lançar-me no trânsito turbulento de São Luís, mas, que encheu o meu coração de alegria incomensurável recheada de tua capacíssima receptividade.
No teu falar, cheiro de hortelã, tal qual sereno como o orvalho fresco das manhãs nos rios Corda e Mearim, a revolver as minhas reminiscências na apanha do ingá para ter o doce deleite dos primeiros sabores do dia.
Elabora nas palavras amenas a tua riquíssima biografia sustentadas pela tua amada Maria das Graças, companheira inseparável de longas datas, e compreendo porque se intitula fiel seguidor das pegadas do poeta de “Terra Cordina”.
Os minutos vão se consumindo ante a nossa euforia do primeiro encontro, quando expõe com invejável memorização um elenco de nomes pessoais que me dão a direção do norte das águas do Mearim entrelaçando a nossa completude e o pendor para as letras. Dir-se-ia, somos “farinha do mesmo saco!”... Emblemadas nas casas de tapuias dos canelas e guajajaras a entretecer nossas origens aborígenes.
E ficamos ali, naquele “apê” aconchegante, degustando aquele refrescante guaraná, para aplacar um insistente calor dos trópicos e das marés noturnas da Ilha de Upaon-Açu. Ao tempo que distribuíamos afeições endereçadas com os brilhos do amor sublime. Um fraternal encontro de gerações distintas que, agora, entrelaçado pelos matizes das cordas da Barra, tornamo-nos irmãos aliançados nos viés da futura eternidade. Bem-vinda Academia Esperantinopense de Letras!...
Por fim, vou de carona nos andejos das asas da gaivota, de incontrolável anseio, querendo pousar na próspera Esperantinópolis, sobremaneira já concebida em meu coração, desde o dia que Deus nos oportunizou este encontro, arquitetado pela poetisa Ana Néres, e construído com sorrisos afáveis e com dadivosas bem aventuranças. Que o tapete azul da “imortalidade” nos seja de caminho de permanente alegria para o corpo e a alma. Gratíssimo!...
Saudações barra-cordenses,
Francisco Brito de Carvalho
Publicada na página de Francisco Brito no Facebook – 16/09/2012
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