CARTA DO ESCRITOR ESPERANTINOPENSE "RAIMUNDO CARNEIRO CORREA" AO BARRA - CORDENSE "FRANCISCO BRITO"
Leitura Barra – Cordense
ª Francisco Brito
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| Rio Corda, em Barra do Corda. Foto: Francisco Brito |
Ler Barra do Corda, carta melodia de “águas puras cristalinas” do cantar de Olímpio Cruz, é como descobrir-se no édem olaria, quando o amor propõe o poema humanidade que se descobre vida – palavra, e então se diz a primeira vez: “eu te amo!” Amores! Forças, fios, cores em teares quais os rios para as sedes de bois e vaqueiros e tecelãs, estas tecendo enredos de tantos sonhos. Impulso amor por des-cobertas que vogou Mearim abaixo, abriu peito coragem mata a dentro a ver... Viu! O boi! Do que fez dança, nome alegria de que nasceu Esperantinópolis, graças ao olhar caçador do ex – vaqueiro, lavrador Cândido Mendes da Silva. Um século depois de 1910, Barra do Corda nos aparece em praça de eventos com o seu Boi “Brilho da Barra”. Que beleza de mocidade! Música, ritmo, narrativa do viver, amar, abraçar, recriar-se junho maranhense com os cantores dos ventos nas frondes das palmeiras. Aprenderam, com quem... Melo Uchôa, o conquistador da terra espaço para a liberdade de um povo que se reencontrava com a luz cearense em águas refletida; capuchinho, que lhe benzeu os arco-íris das fontes; inquietude lírica do Maranhão Sobrinho; garra por que se agarra o bem do mais rico bem querer, à terra, à lenda, semente que se planta e faz a geografia do pão e da festa. E se consagra na História como a que nos contou Galeno Brandes. Uma aliança do encontro humanidade de etnias em falação da ternura do ver, conhecer, abraçar – enfim a unidade, cidade. O’ Poeta Francisco Brito!Como foi enriquecedor o momento tão breve, boca de noite, em que nos entregaste um acervo rico com leituras de Barra do Corda! Uma corda! Que aciona sinos a evocar memórias que a literatura colhe, cereal à mesa, desafio que se faz alimento do viver e da paz carta que a gente não se cansa de ler, pois, a cada leitura, propõe–se–nos um convite ao trabalho que não cansa, abastece-se da esperança. Agradeço tanto! A vida não envelhece, mas se entretece como artesanato de luz a oferecer-se um momento, mas de tão intensa beleza que a eternidade então se diz a sorrir-se conosco: “eis-me aqui!” O aqui, agora de que queremos compor a construção de nossa Academia Esperantinopense de Letras, com tijolos do sol, de encontros, como o que tivemos, que possam outros realizarem-se com outros, confrades e confreiras. Com os sabores das frutas do sertão, dos sumos de nossas várzeas, com as alegrias de sons do que se formam as linguagens de nosso amor fraternidade enfim compartilhado. Banquete Academia que nos ponha na rua, na praça, no campo, a dizer mo–nos com a palavra ânimo ideia a nos dar de abraços aos braços de nosso povo.
Com abraços!
Esperantinópolis, agosto de 2012
Raimundo Carneiro Corrêa

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