Samuel Barrêto*
Hoje, 02 de dezembro, é dia do samba e de samba, tem poesia na rua para o povo todo cantar.
Bem isso não é o inicio de uma poesia, e sim de uma notícia em forma de poesia
para poder informar nossa gente que os Pachecos aqui em Pedreiras farão uma roda
de samba para comemorar o dia Nacional do Samba, e para a harmoniosa festa muita
gente boa vai marcar presença como: Paulo Piratta, Paúla, Neto Kavaco e demais
amantes deste ritmo tão nosso que é o samba.
Mas, onde de fato nasceu o samba? Tem uma briga danada para ver quem de
fato é o Pai ou mesmo Mãe do samba, tem gente que diz que o samba é carioca,
outros afirmam que ele é baiano, mas de fato ele nasceu na Bahia, ganhando projeção e formato no Rio de Janeiro. O samba é um mistura de ritmos africanos
que no Brasil se estabeleceu como um ouro puro da nossa criação.
A música aqui no Brasil só ganhou asas quando o samba desceu do
morro ou fez muita gente subir o morro para conhecer uma maneira diferente de
tocar e cantar, sendo que nas reuniões da casa de nossa Ciata, onde todo mundo
tinha oportunidade de mostrar o seu trabalho na questão da criação de novas
músicas, tinham também que se livrar da perseguição da policia, pois o samba
era tido como música de vagabundo que estava sempre fazendo um mal para ordem
pública. Porém uma grande guerreira chamada Chiquinha Gonzaga, provou que era
possível misturar o erudito ao popular tornando a música ainda mais rica, com
de fato ficou, dando vazão para novas criações que até hoje vez por outra
estamos diante de algo inovador na nossa música. A primeira música com registro
de gravação no Brasil foi um samba, intitulado “Pelo Telefone” do compositor
Donga, que era um frequentador da roda de samba de Dona Ciata, foi Interpretada por Almirante em 1916.
O dia do samba não criado pela razão do aniversário de Dona Ciata,
nem pela manifestação de Ismael Silva e os Bambas do Estácio quando fundaram
“Deixar pra lá”, mas por um Vereador Baiano, o Luís Monteiro da Costa para
fazer uma homenagem ao compositor Ary Barroso que havia composto o samba “Na
Baixa do Sapateiro” e ainda não tinha ido à Bahia, então na data que Ary
colocou os pés em Salvador ficou instituído o “Dia do Samba” que se espalhou
pelo Brasil.
Não queria aqui fazer um resgate histórico do Samba, mas acabei
dando umas pinceladas na história, pois o samba tem muito mais, e da minha parte há muito tempo tenho uma profunda ambiência com o mesmo, já que o meu Pai, João de
Sá Barrêto adorava cantar um bom samba genuinamente brasileiro, e como fruto
dessa influência acabei me tornando um compositor de alguns sambas, como por
exemplo, “Magia do Querer” de parceria com Chico Viola e gravado no primeiro CD
de Paulo Piratta. Agora por último tive a felicidade de compor com Erasmo
Dibell, o Samba “Quatrocentos de Memória” em homenagem aos 400 anos de fundação
de São Luís.
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| Sabrina atuando no palco, uma das melhores intérpretes da musica pedreirense |
Como Pedreiras é uma terra de grandes compositores de Sambas,
relembro agora “Diouro” que era um craque do samba, sem falar que João do Vale
também deixou muitos sambas como, por Exemplo: “A Voz do Povo”- “Meu samba é a
voz do povo, se alguém gostou eu posso cantar de novo”- certa vez juntamente
com Paulo Piratta e Chico Viola tive o prazer de Compor “Breque na Segunda”
música que está gravada no CD de Chico Viola: “saí de casa as oito num dia
muito afoito meu destino era andar”- viva o samba, viva os bambas e vamos à
Festa que hoje é dia de samba.
*Autor do Livro “A Rua da Golada e
Sua Identidade”

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